segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Não tenho mais tempo...



“Preciso acordar e, depois de fazer uma maratona de vestir-me, escovar os dentes, lavar o rosto, tomar um café, organizar algumas coisas para o dia, como papeladas a serem revisadas e organizadas. Tudo isso me leva um tempo precioso. Depois dessa pequena maratona desço de meu apartamento e vamos para o trabalho. Menos mal que não preciso pegar transito para chegar onde trabalho. Tenho tantas coisas a serem feitas que, mesmo com minha organização – Escrevo anotações em folhas de papel de tudo o que preciso fazer -, tenho uma impressão, algo que me diz que estou esquecendo de algo. Essa sensação tem me acompanhado desde muitos dias...”

O relato que fiz acima muito provavelmente é parecido com o seu. Fazemos muitas coisas e, mesmo fazendo mais, sempre há o que fazer e algo fica para traz. Tentamos exaustivamente equalizar o tempo, para que ele nos seja fiel, mas não é possível. Por vezes perdemos a noção dele e ele nos engole. Agora mesmo, você se deu conta de que estamos chegando ao final do ano. Logo daqui a uns dias será natal, e todas as compras, e os presentes... Ah, temos muito o que fazer.

“Nesse meio tempo me vejo perdendo coisas especiais para mim. Tenho receio e cuidado para com as pessoas. Não que meus sonhos concretos – de conquistas materiais valham pouco -, porém minha preocupação e carinho, ao menos hoje, se refere a pessoas. Esqueço, por falta de tempo, talvez, de dar atenção a algumas pessoas. Em outros momentos minha sensibilidade falha em perceber que apenas uma palavra seria o bastante, e pela quantidade de coisas concretas a fazer, deixo de fazer.”

Acima outro relatinho que talvez você se espelhe. Se pensamos da mesma forma o que fazer então, para que possamos ter mais tempo e não sofrer com as ansiedades e aflições que essa correria nos impõe? O que fazer para que tenhamos sensibilidade para saber o momento certo para dizer a coisa certa, ou calar e apenas sentir o outro?

O que acredito profundamente em meu âmago que, sabendo que tudo esta ligado a tudo e consequentemente estamos ligados a natureza diversa (plantas, animais, etc.) e a natureza humana, devo concluir que a natureza diversa esta mudando. As mudanças de estação, de primavera para verão modificam as plantas e animais e com isso nossa fisiologia, humor e estado espiritual também. Se nós mudamos nossos companheiros de jornada também. Por vezes essas mudanças causam vibrações tão intensas em nossos corpos que temos dificuldades em dormir e nos alimentar, e nossos companheiros também. Estando ligados a natureza humana essas distrações que temos tido são também sentidas pela maioria das pessoas.

Estamos em conexão com a natureza, portanto façamos o que a natureza faz: nos movimentemos, sem os excessos de querer fazer tudo ao mesmo tempo. Uma coisa de cada vez, se dando intervalos para pequenos descansos. Anotar o que precisa ser feito ajuda muito. Quanto as pessoas é preciso procurar ver. E ter a certeza de que em algum momento perderemos algo. O que costumo fazer é dar espaço para que as pessoas venham até mim e falem o que desejam. Sempre me cobro nesse sentido. Não uma cobrança como forma de punição, mas apenas como lembrança e incentivo para que esses sentimento de amor não saia de mim.

Enfim. Fazer o que é preciso com a intenção exata do porque estamos fazendo. E porque trabalhamos, lutamos, acordamos pela manhã? Pela nossa felicidade e pelas pessoas que fazem nossa felicidade. Saber o porque estamos andando e para onde estamos andando. Assim levantar pela manhã se torna mais prazeroso. Trabalhar o dia todo se torna fácil, se tivermos a intenção de que nosso trabalho irá nos conduzir a algum lugar melhor. Tratar bem das pessoas, cuidando para que sejam felizes para que possamos ser felizes juntos. Hoje acredito verdadeiramente no ditado Africano que diz: “ Se um ganha todos ganham, se um perde todos perdem.”

Boa semana, paciência e paz a todos.


Rigoberto Franceschi, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

“Muito Obrigado”



Em algum momento da história humana alguém decidiu deixar de lado, por algum motivo que talvez nem ele tenha entendido, suas necessidades e vontades para “ajudar” outro ser humano. Esse ato possivelmente foi um marco para a humanidade que iniciava seu aprendizado social. Sabemos que nossas necessidades momentâneas, nossos instintos de sobrevivência, são de uma força imensa. Deixar de cuidar de nossos caminhos para fazer algo pelo outro e um ato divino. Fazer apenas por sociabilizarão, por conveniência é muito bom e necessário, porém, ao que me refiro é o ato de fazer para auxiliar e ou satisfazer o outro, diminuindo em si mesmo, naquele momento, os desejos pessoais, as buscas, o instinto.

Essa capacidade pode e é aprendida, porém é dádiva de poucos. Sempre é mais simples arranjar inúmeras explicações do porque não poder fazer, auxiliar. Temos esse “instinto primário” de buscar o que nos faz bem, antes de qualquer coisa. A exemplo, alguém que ama, cuida de seu amado por amor, ou para satisfazer “seu” amor? A resposta parece ser a mesma, mas não é. O ato do amor tem a ver com aquela porção divina de que falei a pouco, fazer sem medir ou desejar. Quantos de nós somos capazes desse ato? Quantas vezes deixamos de fazer o que é importante para nós, como indivíduos para fazer algo pelo coletivo?

Faço essas perguntas como dirigente de um Templo, uma comunidade de pessoas comuns e complexas como todo ser humano. Todos sabemos que uma instituição como a nossa depende do amor e da boa vontade de pessoas que tem suas vidas e que, em alguns momentos dessa vida, abdicam de seus afazeres e doam seu tempo aos outros. Um Templo como o nosso precisa de uma quantidade muito grande de sacerdotes para que as reuniões publicas (sessões) aconteçam. Essas pessoas, além de seu precioso tempo, doam seu conhecimento para que as forças espirituais auxiliem  os consulentes. Além, e mais, também trazem seu auxilio financeiro para que a instituição permaneça em pé e a obra continue. De outro lado, temos nossos amados consulentes, que em busca de seus sonhos e perspectivas, vem até o templo trazendo seus conhecimentos e carinho. Esses também, por amor fazem suas ofertas para que o Templo seja para os outros aquilo que foi para eles, e possam, todos os que vierem, conquistar aquilo que desejam, como eles conquistaram.
Além de todo o trabalho que temos na semana, alguns desse sacerdotes, imbuídos de um amor determinação que dão inveja a muitas instituições, vão até nosso templo de campo para trabalhar. Essas pessoas nutrem um desejo comum de fazer daquele local um espaço para que outras pessoas possam fazer seus tratamentos. Esses sabem quantos já foram curados e, talvez invadidos por esse sentimento, desejam mais... O fato é que esse desejo e para que outras pessoas se curem!

Outra questão importante é que, em algum momento da história humana, logo após um de nossos ancestrais ter iniciado o ato divino do auxílio despretensioso, ou pretensioso, surgiu, como consequência, o AGRADECIMENTO. De lá para cá, criamos várias maneiras, dependendo das variadas culturas, de expressar nosso agradecimento àqueles que fazem por nós aquilo que não precisariam fazer.

O aprendizado social que o ser humano se impõe, nos ensina atos desumanos e cruéis, porém, em meio a tantas barbáries, temos a dádiva de aprender atos divinos como o auxilio ao próximo... e com ele o agradecimento, que pode vir em palavras e atos. Para àquele que tem lutado bravamente por nossa comunidade, meu MUITO OBRIGADO de sentimento e MEU ABRAÇO de pai, irmão e amigo. Mesmo não estando perto, sintam-se abraçados. A todos os sacerdotes que tem feitos desse Templo cada dia mais vitorioso, sem desculpas e sempre determinados; e a nossos amados consulentes, meu carinho sempre diante de sua força e grandeza em fazer dessa comunidade a MELHOR!

Hoje estamos executando um ato divino, o de auxiliar a quem precisa. Por isso crescemos e disseminamos nossa luz por tantos lugares. Fiquem firmes meus filhos, irmãos e amigos em vossas determinações, e fiquemos juntos em nossa fé!



Rigoberto Franceschi, Dirigente Templo Guerreiros da Luz

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Perdi minha Esperança e minha Fé.


Hoje não tenho mais a esperança que eu tinha. Também me falta a fé que se fazia presente em mim. Perdi, e ou deixei de lado inúmeras pretensões que a algum tempo eram importantes para a sobrevivência do  meu Ego. Perdi a fé em inúmeras situações e pessoas, que a algum tempo me fariam seguir por caminhos diversos, para que eu as conquistasse. Dou exemplos simples. Hoje não nutro mais a ESPERANÇA  de conquistar pessoas que não desejam ser conquistadas, ou auxiliar, por mais belo que isso é em mim, quem não deseja ser auxiliado. Espero que não seja entendido mal, e interpretado como rançoso. Porém ao que me refiro são pretensões que existem em todos nós. Pessoas que amamos, ou são de nosso circulo de convivência e, em algum momento metem os pés pelas mãos, e nós, como desejamos seu bem, buscamos “auxilia-las”, vezes com um conselho (se fosse bom serviria para nós!), outras vezes com alguma ação (que certamente acaba em bobagem). Quem for inocente pode jogar a primeira pedra. Quem já não cometeu esse “errinho” e quase se arrependeu?

Sim, também me falta a fé que outrora já tive em pessoas que não tinham coragem para seguir seus sonhos. Insisti inúmeras vezes, na minha ignorância de não querer perceber, que há pessoas que simplesmente irão viver em redemoinhos por toda sua encarnação, sem a menor possibilidade de evolução, se não mudarem. E muitas não querem mudar. Esboçam um pequeno desejo de mudança, para satisfazerem sua medíocre vontade, porém desistem tão simplesmente como começaram. São essas que vivem suas vidas envoltas em tantos problemas aparentemente insolúveis, que são de solução óbvia, se observados com bom senso e boa vontade. Fui duro? Pense comigo, você conhece alguém assim? Se conhece, você depositaria sua fé nele?

Perdi totalmente minha esperança em pessoas maldosas, que se aproximam de mim (ao Templo que represento) apenas para conseguirem seus desejos e logo em seguida desdenham o que receberam e a quem lhes deu conforto no momento em que sofriam.

Porém, acima de tudo isso, tenho minha esperança renovada em pessoas que, mesmo sofrendo continuam sua caminhada. Reedito minha fé naqueles que choram suas derrotas comigo, para que em seguida possamos ver juntos as possibilidades deixadas nas cinzas dos escombros. Me faz feliz dar as mãos a pessoas que não tem mais forças para caminhar e velas se levantando de suas dores e deficiências. Me entusiasmo a cada novo desejo gerado por pessoas que antes não tinham mais coragem de sonhar.
Não tenho mais a Fé que antes tinha, hoje sou a fé que desejo. Não tenho mais esperanças vãs, sou a esperança, ao saber esperar por aqueles que merecem minha espera. Hoje tenho depositado minha fé naqueles que buscam ter fé em si e em suas buscas. Não perco mais meu tempo, com aqueles que não sabem o que querem. Porém meu tempo é para todos, sempre, que se dão o direito de determinar-se, mesmo em meio a desilusões, frustrações e cansaço. A esses vai minha fé, minha esperança, meu tempo e todo meu axé pessoal de Guerreiro, incansável.

Hoje não tenha a mesma fé, nem a mesma esperança. Tenho em contrapartida um entusiasmo pela vida e por todos aqueles que desejam vencer, que é maior do que eu. Com isso deixo uma frase de um Mestre Iluminado que me faz seguir, quando me vejo em meio a espinhos. “Sabes, meu filho, qual a diferença entre aquele que vence e aquele que perde?... Perde aquele que desiste, ou não sabe o que deseja. Vence aquele que anda e deseja.”

Nessa semana que passou, recebi uma pergunta de um de meus filhos espirituais, sobre o que seria a fé. Minha resposta, meu filho: Fé, para mim, é aquilo que consigo expressar de amor, mesmo em meio a dor. E Esperança (mesmo não sendo inquirido sobre ela) é o caminho que sigo com firmeza, mesmo em meio aos cansaço e aos espinhos.

Portanto, sigamos em frente. Sempre plenos de fé e esperança em tudo e todos que valem nossa fé e esperança.

Boa semana a todos.


Rigoberto Franceschi, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Samambaia


Ontem, domingo dia 05, estive junto a algumas pessoas que amo muito e tenho aprendido a respeitar mais a cada dia, em nosso espaço de campo. Temos nos dividido em esforços para organizar o espaço, pois agora, no dia 10 de Novembro, teremos a "1º peregrinação aos caminhos de Aram Kaá". E eu vi uma samambaia. Esse dia será especial para a história do Templo, pois marcará a primeira caminhada e consagração desse espaço, pelo nosso esforço em fazer um mundo melhor para nós e para todos que amamos. E a samambaia, solitária, nada fazia. Pensava, em minha vã ignorância que fazer o bem era algo para pessoas realmente iluminadas, e que haviam perdido o contato com as humanas criaturas, que por vezes sabem tanto ferir e interferir em nossas vidas, mesmo que façamos tudo certinho. Imaginava eu que uma pessoa, para fazer o bem teria de abdicar de tudo o que ama e devotar sua vida a auxiliar os outros, sofrendo todo tipo de manifestações negativas, sem se exaltar e não sofrer, jamais com isso. E a samambaia, sob a ação do vento, se movia como se nada acontecesse. Alguém que conseguisse deixar sua família para traz, e confesso que isso para mim era demais. Eu não poderia viver sem um abraço de meus filhos, ou de um carinho de meus amigos. Abandonar os luxos. Pensava eu nisso, e me atormentava imaginar em ter de ficar sem o conforto, pensem comigo,ter uma geladeira, onde residem nossas guloseimas, ou simplesmente uma água bem gelada, para os dias quentes? E aquelas folhas verdes grandes, com suas raízes fincadas no chão, iriam permanecer ali, para sempre, simplesmente como uma samambaia. Imaginava ficar sem o conforto de um automóvel, com sua usabilidades e mobilidade, que diminui distancias e facilita vidas, a minha vida ao menos.  Imaginava eu não poder ter um supérfluo, como uma roupa nova. Nesse caso me ajudem as mulheres, pensem comigo. Sem compras, sem novidades, sem... Não que somente as mulheres busquem isso, porém todos sabemos que vocês sabem usufruir muito mais do que os homens, ou alguns, ou eu, esse sabores de uma roupa nova e todo o prazer que ela pode proporcionar e proporciona. Imaginem ficar sem, para servir ao próximo, que em muitos casos nem irá lhes agradecer? E a samambaia havia nascido, com toda sua empáfia em meio as pedras, que indiscrição.

Isso tudo me vinha a mente, antes como reflexo de minha ignorância (ato de inorar, não saber), diante do ser humano e de tudo o que nos cerca. Tenho me fascinado, a cada passo de minha trajetória com a natureza humana. Nossas limitações, nossas ansiedades e diante de todas as limitações, doenças, desassossegos e transtornos que nos envolvem, nossa vibração e insistência em fazer e sermos mais. Somos realmente limitados diante de toda a natureza. Corpos fracos, estruturas ósseas que se danificam com facilidade. A mente humana é terrível. Temos de estar sempre de guarda, ou ela pode nos levar a loucura. Nossas emoções tem a capacidade de fazer um turbilhão em nós e destruir pessoas e situações em alguns segundos. Diante de tudo isso, e mesmo por isso ainda lutamos e vencemos, então, como largar tudo, para ser "bom"?

O que tenho para mim, e procuro ensinar e levar adiante é que não temos a necessidade de abandonar tudo o que nos faz felizes, até porque alguém infeliz não pode auxiliar outro a ser feliz. Podemos e devemos executar nossas buscas individuais, sem excessos, e ao efetuar nossas buscas, procurar não ferir que quer que seja. Manter nosso foco para não pisarmos sobre as necessidades e vontades daqueles que nos cercam, como família humana. Não é preciso que deixemos de comprar nossas roupas (aplauso das mulheres, agora!), nem que desliguemos nosso refrigerador, ou que abandonemos nossos carros. Porém, precisamos nos perguntar, ao fazer tudo isso, qual o sentido real da samambaia. Uma planta que cresce solitária em meio a mata, como pessoas que vivem ao nosso redor e que não temos o direito de arrancá-las de seus sonhos, como não arranquei aquela que estava ontem, em seu lugarzinho,só vivendo seu espaço. Eu poderia te-la retirado dali, sem muito esforço, porém pensei em tudo o que expus acima e coloquei em meu caminho, como a samambaia e com isso me perguntei: E se alguém me tirasse de dentro de tudo o que vivo e amo, eu estaria feliz? Não! Portanto, como a samambaia, que apenas vive e se alimenta, sem buscar interferir negativamente no seu ecossistema, vou eu vivendo, amando e auxiliando meu ecossistema sem interferir negativamente, ou ao menos buscando não fazer isso, como a samambaia...

Temos o direito de nutrir nossa vida com tudo o que é bom, porém, também, de não interferir negativamente em nosso ecossistema, retirando mais do que o necessário para que sejamos felizes. Porque tudo o que utilizamos em demasia, mesmo se tratando de pensamento e sentimentos, fará falta, em algum momento, a alguém, ou a nós próprios.

fazer o certo é fazer o que é necessário, não o que desejamos!

Bom dia, boa semana, luz e paz a todos.

Rigoberto franceschi, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Muro em ponta de faca



Todos ouvimos inúmeras vezes essa expressão para significar uma insistência negativa sobre algo, ou alguém. Todos temos lembranças de algum amigo ou pessoa conhecida que tenha insistido tanto em alguma coisa ao ponto de saturar a si e a todos que estavam ao seu redor. Quantas vezes já fizemos isso também?

Algumas centenas de pessoas nos procuram (a mim e ao Templo que represento), desejando uma guinada em suas vidas. Mudanças financeiras, emocionais, familiares, e em todos os casos, sempre aprendo muito e, guardando esses aprendizados em pequenos saquinhos de memória, para que eu não erre tanto nos momentos em que as aflições chegam. Na grande maioria dos casos essas pessoas saem daqui não com aquilo que vieram buscar, mas com muito mais. Um dos grandes aprendizados que a filosofia Guerreiros da luz nos ensina é a “Lei do Movimento Continuo”, e que através disso nossas buscas se modificam sempre tão intensamente que por vezes não conseguimos acompanhar. Pessoas mudam seus sonhos, seus sentimentos em relação a si e aos outros. Paixões nascem, esmorecem e ou renascem. E nossa capacidade de reação e mudança por vezes não é tão rápida quanto as mudanças que ocorrem conosco e com as pessoas ao nosso redor.

As mudanças constante no mundo dos negócios requer perspicácia e flexibilidade. Muitos empresários, funcionários e profissionais liberais não conseguem acompanhar esse turbilhão de novos conceitos e estratégias e ficam para trás. Nesses momentos eles vem em busca de nosso auxilio imaginando que serão salvos. Sempre é possível uma ajuda e como disse acima, a grande maioria é auxiliada e retoma as rédeas de suas finanças. Porém, em alguns casos a pessoa fica em uma insistência doentia em tentar gerir seu negócio como fizera antes. E isso não é possível, como amanhã na será possível fazer como hoje. Essa frustração da não conquista irá gerar fraqueza e desanimo, podendo levar a muitos males.  

Como seres emocionais trazemos, uns mais, outros menos, a capacidade fantástica de transformação emocional. Essa capacidade nos dá vantagens de vivermos uma vida plena, na condição da superação. Amamos apenas uma pessoa na vida? Com certeza os sentimentos que envolvem o que chamamos de amor são tão intensos e infinitos quanto o universo. Imaginemos que pudéssemos alimentar apenas um sentimento diferente para cada pessoa. Seriamos uma raça limitada e fraca. Isso acontece, as vezes com algumas pessoas, que depositam “todo seu amor” sobre alguém, e quando essa pessoa muda, como naturalmente acontece com todos sempre, vai ficar um apego exagerado e a busca, masoquista e geradora de grandes frustrações, pelo retorno ao que acontecera no passado. Não há possibilidade de ser aquilo que se era nem tampouco de sentir que se sentiu antes. Os sentimentos que temos hoje são o reflexo do acumulo de sensações e vivencias que tivemos. Desejar sentir o que se sentiu ontem é uma ilusão que leva a infelicidade. Um relacionamento somente é possível ( nesse caso os relacionamentos pode ser encarados como, afetivos entre parceiros, pais e filhos, amigos, etc. ) quando as duas partes conseguem gerar flexibilidade suficiente para entender e aceitar as mudanças do, e no outro.

A realidade que criamos sobre os fatos condiz mais com a nossa percepção dos fatos do que o que eles realmente representam. Por isso alguns de nós concretizam suas verdades em perspetivas do passado e não conseguem admitir as mudanças que já ocorreram.

 Nos debatemos entre o que foi e o que é. Entre o que devemos ser e o que desejamos ser.
 Que fazem, então?

Como nossa capacidade é limitada a nossa percepção dos fatos, precisamos sentir o que acontece ao nosso redor, sem a interferência de nossa infantil resistência que se apega ao que já foi. Olhos e ouvidos atentos ao que acontece do lado de fora de nosso mundo, sem deixar sentimentos de medo e apego exagerado tomarem as decisões por nós. Estar consciente de nossas buscas e entrar em cada novo dia, novo ciclo, novo relacionamento, mesmo sendo ele velho, com a alma limpa, buscando o melhor de cada momento, faz a diferença entre aquele que vai vencer e aquele que já foi vencido.  

Para que dar muro em ponta de faca se temos a possibilidade de nos aconchegarmos em colchões suaves de novas possibilidades?

Desejo boa semana e “flexibilidade” necessária para que as mudanças sejam felizes para todos.

Rigoberto Franceschi, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O que você busca?


O que uma pessoa procura em um templo de Umbanda? Sabendo não ser a religião dominante, e, ao contrário disso sendo demonizada e trazida ao escárnio por algumas dissidências religiosas midiáticas, com grande poder de indução e, infelizmente a pior parte de todas, em minha humilde analise, por religiosos despreparados e afoitos. Tudo isso cria um ambiente pouco propicio para que as pessoas se aproximem e conheçam a Umbanda, seus costumes, suas tradições, sim, as suas tradições e hierarquias que somam muito a sociedade e aos seus participantes. Existem hierarquias definidas e conquistadas pelo tempo e determinação do participante, que entra como Abiâ (ao menos em nosso templo assim é), precisa fortalecer-se no trabalho fraterno durante dois anos. Para a maioria das pessoas, que vivem em um imediatismo que corrói as carnes, dois anos é uma eternidade e muitos não suportam a caminhada. Depois desses dois anos, lhes é dado a oportunidade de entrar mais profundamente, no que é chamado de processo iniciático ,de Iawô, com suas iniciações filosófica e ritualística, que deixa o individuo recluso do mundo para que esse tenha um retorno a sua essência e rememore sua natureza divina, com isso trazendo alivio e conforto a suas dores e o elevando ao entendimento de que somos parte integrante, cada qual em sua individualidade, nos tornado uníssonos em Olorum e sua criação. Depois desse passo (Iawô), esses iniciados tem a possibilidade de continuar esse processo fazendo outros, como, Adochu, Didê, Igí, Akeparô e por fim Babaeró, ou no caso feminino, Yaloeró. Todos esses “cargos”, iniciações são feitas e merecidas por quem as faz. Não há privilégios de nenhuma espécie. E nesse meio tempo essas pessoas exercem seu caráter de fraternidade trabalhando ao menos uma vez por semana no trabalho fraterno com as pessoas que procuram o Templo. Esse trabalho todo precisa de esforço, vibração e determinação. Cada etapa é vencida com alegria, por todos, porque todos os iniciados sabem que quando um vence todos vencem.

Porém eu sei disso, mas quem mais sabe?

Quando alguém chega até aqui, contradizendo tudo o que a mídia negativa diz, mesmo que subentendidamente  e consegue vivenciar um pouco de tudo isso, mesmo em doses pequenas, o que percebo, na maioria dos casos é que ficam extasiados. Perceber que é possível amenizar as dores em um contato direto com o sagrado (entidades incorporadas); entender que as dores, frustrações e aflições podem ser vencidas através do depósito de nossa esperança em algo superior e ao mesmo tempo visível, porque podemos ouvir e falar com esse “algo superior e divino”. 

Algumas dessas pessoas, por afinidade e sentindo um forte chamado decidem entrar nessa corrente de luz e se tornam Abiãs, e a partir desse momento tudo o que citei acima pode acontecer em suas vidas de sacerdócio, da iniciação em Iawô à consagração de Babaeró ou yaloeró. Essa caminhada só é possível pela pergunta que fiz no titulo “O que você procura?”. O universo visível e invisível é regido por forças uma delas é a “lei das vibrações”, que diz que tudo o que desejamos, a partir do momento em que iniciamos a busca, ao desejar, se tornará uma realidade. Primeiro uma realidade “invisível” para logo em seguida, dependendo da força imprimida, se tonar uma verdade visível. Para que essa lei aconteça em nossos caminhos é preciso que nos perguntemos: O que busco? Se a resposta da pergunta o trouxe até aqui, de alguma forma, mesmo lendo esse post, e contradizendo a “mídia”, é porque você deve estar aqui para conquistar aquilo que desejou. Esse é o fato! Então não fuja de seu caminho. A “mídia” traz verdades relativas e induz a pensamentos incorretos, porém aquilo que você sente, percebe e vivencia é a verdade. Sua verdade, não aquilo que querem que você acredite. As curas acontecem aqui, e não é ação de “demônios”, as limpezas, as mudanças de caminho para o melhor...

Pense nisso. Não desista de seus objetivos! Não diminua sua expressão de espiritualidade. Seja o que você é, e busque aquilo que te faz feliz.



Então, o que você busca?

 Rigoberto Franceschi, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Eterno Buscador.


Sou um buscador, antes de tudo e mesmo de vencedor, sou um buscador.
Em trabalho, nesse domingo, me surgiram algumas objeções quanto ao que estou vivendo. Trabalho intensamente na semana e, nos finais de semana em que as chuvas não caem, me vou, junto de alguns determinados Guerreiros, em direção a nosso espaço de campo. Nessa área estamos “construindo” um novo mundo, com as mãos, onde sonhos serão possíveis. Esse trabalho é árduo e, como um ser humano, me pergunto até onde vale a pena?

Meu trabalho como dirigente tem me tornado alguém melhor do que jamais fui. Meu trabalho hoje é auxiliar pessoas a vencerem suas objetivos e isso me faz feliz. Cada passo em direção a um sonho para mim é uma vitória. Descobri algo importante: esse é meu “Axé Pessoal”, minha vibração original. Através desse axé tenho a possibilidade de cuidar e proteger energeticamente as pessoas que me procuram e procuram pelo auxilio do Templo. Todo ser humano tem seu axé pessoal, e esse não é o Dom. Axé se constrói com determinação e muito amor ao que se faz. Alguém com um bom axé vibra tão intensamente que é possível perceber. Existem inúmeros axés pessoais, como por exemplo alguém que tem seu axé para medicina, e se torna um médico, enfermeira (o), instrumentista ou qualquer um da área da medicina, mas que se destaca, porque exala de si seu amor e determinação.. Meu trabalho hoje é auxiliar e proteger pessoas de situações que possam desviá-las de seus caminhos. Sei que ainda tenho muito a aprender e é essa perspectiva que me impulsiona a amar mais e mais o que faço. Muitas vezes choro as perdas junto daqueles que perdem, mas logo em seguida vibro com tanta intensidade sua vitória, salvo algumas que, por fraqueza e desanimo abandonam seus sonhos, se refazem e reiniciam suas jornadas em alguma instancia da vida.
Meu Axé pessoal me dá condições de vencer todos os dias.  Trato com centenas de pessoas, direta ou indiretamente, que procuram auxilio no Templo e cada vitória delas é minha vitória! Através dele aprendi que se um vence, todos vencem, se um perde, todos perdem.

Naquele momento, em nosso templo de campo, como um ser humano tive dúvidas, porém ao perceber a grandiosidade do que esta acontecendo em meu caminho e todas as pessoas envolvidas nele, sorri e agradeci pela oportunidade. Cansado fisicamente, aquele instante de duvidas me deu condições de entender mais profundamente os problemas pessoais daqueles que me procuram. Nesse caso aprendi há muito tempo que não existem problemas pequenos, existe o problema do momento de cada um. Tenho tido a oportunidade de auxiliar vidas, engrandecer caminhos e por isso, e só por isso já sou um vencedor.

Cada busca que iniciei em minha vida e aquelas que ajudo a concluir me dão aparato para dizer que sou feliz. Sou um buscador determinado, inquieto, audacioso.  Algum tempo atrás, talvez eu tivesse alguma ressalva para dizer o que estou dizendo, com medo de parecer mal interpretado, como um narcisista, porém hoje tenho outorga para falar o que falo e todos aqueles com quem convivo para darem respaldo a minhas palavras. Minha busca determinada, minha inquietação, e minha audácia são em prol dos sonhos daqueles que me procuram e vivem comigo, por isso, a cada dia mais me considero um buscador. Sou o buscador dos sonhos. E para mim, hoje não há diferença entre os meus e daqueles que amo.
Para finalizar quero deixar minha determinação, inquietação e audácia para todos os que precisarem nessa semana. Caminhos abertos nessa semana a todos os que não desistem.


Rigoberto Francesci, escritor, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz. 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Encantamento


Estou encantado...como nos filmes em que uma bruxa lança um feitiço e a pessoa fica abobalhada e acaba por fazer coisas que não lhe fazem sentido. Estou abobalhado com tudo o que tenho visto.Ontem tivemos o prazer de receber pessoas maravilhosas em nosso Templo. Pessoas vindas de vários locais do estado. De alguns locais com distancias de  800 km. Essas pessoas me encantaram pelo seu desprendimento em saírem de seus lares, viajarem distancias enormes para vivenciarem um momento que poderia não ser bom. O VII Encontro da Cultura Cigana realizado pelo Templo é realmente encantador para aqueles que o conhecem, Porém estamos falando de pessoas que não conheciam, ou meramente por algumas fotografias e se abalarem ao desconhecido, e ao imprevisível. Esses atos é que me encantam, me fascinam pelo desprendimento e coragem. Escrevo isso porque sei que temos sempre muitas coisas a perder em nossos caminhos e momentos de descanso são indispensáveis. Pessoas que deixam seus confortos, suas famílias e tranquilidade para executarem a coragem de vivenciar o novo, e o imprevisto. Dado isso também reconheço o esforço de pessoas que deixaram seus lares em prol desse evento maravilhoso, que contou esse ano com aproximadamente 190 pessoas. Esses determinados e resignados trabalhadores  que deixam seu descanso e lares para trabalharem pelos outros, me encantam. Estou a cada dia mais fascinado com as pessoas que me cercam. Reconheço meu encantamento em um mundo onde a individualidade e o egocentrismo é reinante, e a vejo todos os dias entre a multidão, como uma deusa que seduz e diz que "sou a peça mais importante desse jogo, sempre". Vejo todos trabalhando, cada qual em seu ritmo e percebo que o mundo pode ser diferente. Acredito, através de meu encantamento, que é  possível mudar um estado de coisas que parece tristemente imutável.

Sei das dificuldades de uma mudança, porém essas pessoas tem me mostrado um algo diferente do que a crueldade da intransigência dos significados superficiais em relação a tudo, fazem. Tudo se torna superficial diante da facilidade com que exercemos nos "livre arbítrio" embasados na deusa sedutora do egocentrismo. A família perde o real sentido de família, porque desejamos que ela seja como a dos comerciais de margarina. Veja isso todos os dias no fecebook. Pessoas instáveis, postando fotografias de família feliz, sem poderem articular com realidade o que sentem um  pelo outro. O momento da fotografia foi o instante em que estiveram juntos, ademais cada qual em seu canto. As amizades se tornam apenas balções de negócios, onde ajuda-se para depois pedir ajuda, sempre dando aquele toque sutil de "não concordo com o que ele faz"... Sei, e entendo como importante é o Ego. Através de nossas buscas pessoas vencemos grandes demônios, Através de nosso "ego" creditamos força para continuar nas lutas, e isso é bom. O que me constrange é que há momento em que podemos e devemos deixar de ser "eu" para sermos "nós"...

Eu poderia citar inúmeras situações onde a avareza de caráter invade as casas, as ruas, os locais de trabalho e as instituições religiosas. Por isso me fascino. Um local onde todos poderiam ser apenas eles, se tornam nós, os Guerreiros! Por isso escrevo e digo com todo meu orgulho que todos os que Deus coloca em meu caminho são prováveis, alguns são possíveis e outros são indispensáveis!

Sim! É possível mudar o mundo em que vivemos. Por longo tempo não acreditei nessa "utopia". Hoje sei que pessoas que se fascinam, exercem em si e nos outros um algo que chamo de "magia da mudança" e isso esta acontecendo muito belo e forte diante de meus olhos fascinados. No momento em que uma "bruxa" que chamo de Umbanda me fascinou, iniciei uma caminhada e outras pessoas tem se fascinado também. Nossa caminhada tem fascinado outros e assim acredito a cada dia com mais determinação que sim, é possível!

Nesse caso estou falando de mim, mas e você: dá para deixar a deusa de lado por algum tempo e ter coragem de mudar, viajar, fazer pelo outro um pouco, e se encantar?

Boa semana a todos!

Rigoberto Franceschi, Escritor, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Espírito Cigano



Nessa semana , no dia 08 de Setembro teremos o VII Encontro da cultura Cigana no Templo. Logo que conheci essa cultura, através da umbanda, me reconheci tão intensamente nela que pude ver meu passado e meu futuro através daquela nova perspectiva.  Renasci e nesse renascer pude entender o espírito Cigano. O termos espírito ver de Expirit, ou sopro, vento da vida e Cigano vem de Gitano, errante, andante, livre.  Dentro dessas duas palavras posso reconhecer a cada dia minha vida e meu caminho. Sou um “espírito Cigano”, vivo, consciente e vibrante porque nunca mais pude abandonar minhas estradas, meus desejos e meus caminhos. Cada sonho sonhado, cada desejo realizado ou apenas buscado é um caminho que trilho com minha família (nesse caso a família é muito maior que os sanguíneos). Cada desejo é uma nova cidade que passo, levando minhas carruagens, meus apetrechos, meus amores, minhas dores... Me tornei um viajante que renova seus dias sob a luz da lua nova, anda em frente e Se determina com a lua crescente, refaz as forças na lua minguante e dança e canta os ganhos e perdas debaixo da luz cheia.


Posso estar em todos os lugares que desejo, estando onde estou. Posso viver todas as vidas, vivendo a minha vida, porque o espírito ciganos tomou conta de mim de uma forma tão intensa e pura que me tornei livre; Livre para pensar o que desejo, sentir minha paz e minhas tristezas sem medo; Livre para andar com todos os que amo e desejo bem e mais livre ainda para amar aqueles que me deixam. Sou feliz assim, simples como um tenda de panos e complexo como todas as cores possíveis exaladas pela natureza. Não tenho raivas excessivas e rancores que aprisionam tantos. Sou vivo, respiro o sopro do mundo e errante, gitano.  Amo muito, como o vinho que não perde o sabor com o passar do tempo e busco enaltecer minha família sempre, como o brilho do ouro que não se perde jamais, trazendo para cada um meu desejo de prosperidade, em todos os seus caminhos.

 Sei que no momento em que colocamos nossas consciências em alguma perspectiva e desejo ativamos em nós forças que convergem para que essa perspectiva aconteça. No momento em que focamos em algo, exercemos nossa vibração particular sobre essa “coisa” e ela se torna em parte nossa. No caso dessa Luz que reconhecemos como Ciganos, cada sensitivo que vibra e vive esses momentos deixa um pedaço, e leva um pedaço também, para todo o sempre. Aqueles que entram nessa vibração levam um pedaço desse espírito junto de si e deixam um pouco de si para engrandecer nosso trabalho e caminhos.

O dia 08 esta próximo e dentro em breve, nesse dia, teremos muitas pessoas (família) para que deixemos felizes. O que desejo é que a todos fiquem com a mesma sensação que tive com meus primeiros contatos com o “espírito Cigano”. A todos vocês, que as perspectivas sejam suficientes para cada um encontrar a felicidade no caminho e não na chegada. Que a cada partida deixe-se apenas o tempo passado e a alegria deixada;  que na caminhada se fortaleçam os laços com aqueles que caminham junto (família) e que em cada chegada se renovem as formas de amor por si e pela humanidade. Dancem a dança do mundo e estarão dançado com Del (Deus). Não se aprisionem pelo cansaço, pela tristeza e falta de perspectivas... Sejam livres, sejam “espíritos Ciganos”...

Boa semana espíritos livres...


Rigoberto Franceschi, Escritor, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A linha e o anzol!



Já compliquei minha vida o suficiente, agora não tenho nada melhor a fazer do que ser feliz!

Dentro de minha ignorância de não saber do mundo, busquei respostas teológicas para perguntas que talvez fossem idiotas, mas as fiz para entender como e porque. Nunca pude entender o Deus dos homens. Quando carente de entendimento ouvia coisas do tipo: "Deus é pai!", mas pensava ser um filho ruim, porque eu não podia velo ou toca-lo, ou falar com ele. Então, em minha ignorância ela era um pai ausente ou não gostava de mim. Ouvia sermões em que Deus punia os inimigos e em minha ignorância, por ele ser pai de toda a humanidade, como punia um filho em prol do outro? Tenho dois filhos físicos e muitos filhos Espirituais e não consigo entender subjugar um pelo outro... O que seria esse Deus que julgava em um momento e era puro amor em outro? Confesso que tinha medo Dele, e quando um filho tem medo de um pai, como pode ama-lo? Como Deus dava muito a uns e quase nada a outros?


Essas perguntas todas e outras poluíam meu consciente então busquei algo que respondesse essas questões e encontrei em um mestre que confesso possa parecer e é pouco convencional.  Ele, por amor e carinho a mim e a todos que estavam a meu redor foi me respondendo todas com a maestria de um mestre. Através do tempo e das vivencias as respostas foram sendo colocadas em meu caminho por ele. Um Índio de traços fores e sabedoria ilimitada que consegue enaltecer nossa sabedoria, incetiva-la, mesmo quando ela exista apenas aparentemente. Esse mestre me ensinou, através de sua filosofia iluminadora que Deus nos dá OPORTUNIDADES e não caminhos exatos. Todos temos oportunidade, não as mesmas, mas que servem exatamente para cada um de nós, e é ai que reside seu amor por nós. Através de suas Forças Sagradas que chamamos de Orixás ele dispensa a cada um de nós chances de evolução que servem apanas e unicamente para nós, ou para mim e para você. Então entendi a sua bondade e entendi que tenho que aproveitar o máximo que dessas chances sem desperdícios em exageros.


Também aprendi , através dessa filosofia que ele não nos dá sonhos, esses são de nossa autoria e que muito mais do que sonhos precisamo acordar e criar perspectivas reais, assim as oportunidades surgirão. Ele não nos dá o peixe, mas a fome para que desejemos buscar a comida e as oportunidades para estar em um barco ou apenas a beira de um rio, para que pesquemos.


Somo todos iguais e ÚNICOS http://temploguerreirosdaluz.com.br/?p=475 perante sua natureza, assim não há distinção entre nós, apenas as oportunidades deixadas de lado pela nossa fraqueza e ignorância diante delas. Seguir em frente mesmo cansado e desiludido é uma prova de esperança, não de fé. A fé esta em acreditar ser ver, esperança é esperar que aconteça seguindo o caminho. É sempre muito mais fácil desistir, porque motivos não irão faltar. Uma frase desse mestre nos diz que "quando buscamos o bem, as travas se movimentam". Esse Templo, através dessa filosofia tem mudado a vida da muitos e essas pessoas conquistam o que desejam e são felizes por isso. Pessoas que são fortalezas dentro de sue desejo de serem felizes e por isso são.


Com esse conhecimento esclarecedor iniciei minha nova vida, me iniciei nos caminhos filosóficos de meu mestre, espirital e fisicamente. Hoje não tenho mais tempo para minhas idiotices, crendices e superstições em relação a mim e ao criador. Não cobro mais sua presença para me ajudar porque sei que sou parte de sua natureza e isso ma faz divino também, como parte de suas partes. Não busco mais a pretensão infantil de criança ignorante de te-lo junto de mim nos momentos de minhas dores e frustrações, "o tenho em mim" e isso me basta. Hoje ele corre em minhas veias e molda minha personalidade através de meu Olori. Hoje sou que ele deseja de mim, não o que os homens desejam dele.


Essas respostas todas e muitas outras que clareia o caminho estão a disposição daqueles que desejam através do Templo Guerreiros da Luz http://temploguerreirosdaluz.com.br/?page_id=398. A Oportunidade de aprender e viver melhor esta a disposição de todos, segui-las e viver feliz é para queles que tem fome, porque há peixes para todos, só é preciso lançar a linha e o anzol!


 Ótima semana a todos!


Rigoberto Franceschi, Escritor, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz