segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Ontem a noite eu chorei

O Texto abaixo foi dito para todos os sensitivos que estavam na confraternização de final de ano. Para aqueles que não puderam estar, fica o mesmo sentimento de carinho e amor.

"Ontem à noite eu chorei. Lágrimas foram surgindo de meus olhos e dentro em pouco eu chorava copioso e silenciosamente. A principio não entendi exatamente o porquê daquilo. Tentei em vão conter as lágrimas, representando toda força que busco sempre, ao auxiliar as dores daqueles que me procuram, mas logo em seguida, como apenas um ser humano, deixei que caíssem como deveria ser. Em cada lágrima fui entendendo situações, das mais simples as mais complexas, das vidas das pessoas que me procuram em auxílio. Aprendi, desde muito cedo, em meu sacerdócio, que não existem problemas pequenos, existe “o” problema que a pessoa esta vivendo no momento, e que esse problema é do tamanho daquele momento para aquela pessoa. Saber e entender isso facilitou muito meu caminho, porque com isso pude ser mais prestativo, não julgando situações, vícios, e sentimentos, mesmo por mais “fúteis” que pudessem parecer. Tenho comigo algumas frustrações pessoais, por não ter podido auxiliar algumas pessoas, que, penso eu, não me deram uma chance maior de estar próximo em alguns momentos, ou apenas por pura falta de sensibilidade da minha parte. Minha estrutura espiritual, a forma particular com que observo o mundo ao meu redor, me condiciona a certos ritos que, penso, talvez me afastem de algumas situações e ou pessoas e por isso de algumas impossibilidades de auxilio, a algumas pessoas, como disse acima.

Fui derramando as lágrimas e entendendo que cada situação vivida pelas pessoas que me procuram, e procuram pelo Templo, são situações minhas, ou poderiam ser. Sei que trago junto de mim algo que chamo de “Axé Pessoal”, e que através dessa força tenha a possibilidade de manter as pessoas que amo protegidas. Esse axé pessoal não é uma propriedade minha, mas de todos os seres humanos, alguns para algumas situações, como ganhar dinheiro, por exemplo; outros para as artes; alguns, também para a medicina, e nesses casos entram enfermeiras(os), médicos, instrumentistas. Podemos saber, e sabemos quando alguém esta exercitando seu axé pessoal, porque essa pessoa vai fazer o que faz com amor, mesmo não tendo facilidade em algumas situações, ela irá se empenhar com todas as suas forças para que aquilo aconteça. O axé pessoal é soma do amor com a determinação. A minha é cuidar para que as pessoas conquistem o que desejam, mesmo que para isso, em alguns momentos eu apenas sirva de confessor.

Minhas lágrimas foram por e para todos aqueles que me acompanham nessa jornada, e que, nesse momento peço “ago”(licença) para falar que cada palavra, cada momento que passamos juntos, cada sorriso, queixa, e lágrimas tem me ensinado a respeitar a dádiva de te-los comigo. Cada axé pessoal que vem até mim, mesmo que destroçado ou diminuído pelas dores do mundo, cabe para que eu entenda e admire a luz de Olorum em meu caminho.
Alguns desistem de mim... E para estes fica tudo de bom que desejei um dia. Mas, para aqueles que seguem comigo, fica meu axé, minha proteção, minhas lágrimas, meu abraço, meu carinho e tudo o que eu puder fazer para que sejam felizes.

Ontem eu chorei... E essas lágrimas foram por todos aqueles que sofrem, se determinam, não desistem, mesmo em meio a turbilhoes de desassossegos pessoais e sociais. Ontem eu ganhei um abraço de conforto. Ah, e como esse abraço foi grande naquele momento para mim, como se o mundo houvesse criado cor e toda dor tivesse se esvaído diante dele. O abraço que recebi foi verdadeiro, como os que ofereço e os que são oferecidos nas sessões, no Templo, constantemente. Mesmo que seja com meu olhar, quando não posso expressa-lo com o corpo, meu abraço é verdadeiro e fiel, e tem todo meu axé de proteção. Aprendi que estou ligado a todos os que estão ao meu redor, mesmo que alguns deles não acreditem nisso, e isso me torna parte da vida deles.

Ontem chorei por todos os que amo, e talvez por alguns que virei a conhecer. Na minha dor recebi um abraço e ele confortou minha dor, que talvez não fosse minha. Por isso lanço uma proposta e um objetivo para cada um de vocês que amo e me amam: de um abraço em quem você ama nesse momento, e mais, tente auxiliar apenas uma pessoa nessa semana, mesmo você não conhecendo essa pessoa. Para que esse auxilio seja válido, não procure, ele vai aparecer.

E para todos os que me amam, não chorem, me deem um abraço agora. Estou esperando!"

Muita paz e muitos abraços confortantes para todos.

Rigoberto Franceschi, escritor, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Faz bem fazer o bem?


Fazer o bem faz bem. Diante de dessas afirmações, que são comuns a religiosos, ao menos aos verdadeiros, temos que refletir porque?

Há uma realidade incontestável, não expressa nos meios formais. Algumas ciências esboçam pequenos conhecimentos quanto a essa verdade. Somos Energias, antes de matéria, e essa, é a cristalização da "energia" que somos. Essa energia é parte de uma força energética maior e esta ligada a ela e a todos os "pedaços" que se desprenderam em algum momento. Para que essa energia, que somos, se cristalize no mundo da forma, acontece um fenômeno chamado de vibração. Essa vibração cria movimento e atrito e esses dois transformam pensamentos e sentimentos (energias) em realidades.

Parece complexo, porém , é simples!

Nossas palavras não tem o poder de expressar nossos pensamentos e sentimentos. Também  sabemos pouco expressar o que desejamos de outras formas, senão a linguagem. Aprendemos a desejar, porém desprezamos o atributo da fé. Essa sintetiza o sentimento real de tranquilidade quanto ao que desejamos. Se somos energias e expressamos essas energias através de vibração, o fato é que se cremos realmente que nosso desejo é valido e positivo, essa será a vibração lançada para o momento da cristalização.
Somos hoje as consequências de nossas escolhas de ontem. Na verdade, mais das escolhas sentidas do que as conscientes. Somos hoje o que sentimos da vida ontem. Você deseja desejar o bem para si, porém sente que não é possível. O que você esta vibrando é a não possibilidade.

Diante disso, eu pergunto: o que ou quem lhe obriga a sentir que não merece, ou que não é possível? A resposta será: a realidade. Você vê que não é possível, diante de sua realidade atual, não é? Por exemplo: você deseja ser feliz  financeiramente, mas se vê envolto em dividas, então sente aquilo que esta vendo. A verdade é que você esta apenas vendo um esboço de uma realidade montada ontem. Feche os olhos e SINTA aquilo que deseja, sem dar importância ao momento atual. Sei que isso não é simples, mas custa tentar?. Se somos vibração, porque não vibrar, sentir o que desejamos para daqui a um pouco?

Fazer o bem faz bem. Falei a pouco sobre a felicidade financeira, mas há outra que tem uma importância fundamental para você, como energia ligada ao todo e a grande energia criadora: desejar o bem aos outros. Se somos vibração e SENTIMOS para CRISTALIZAR, ao desejarmos o bem, esse bem já esta se cristalizando em nós. Simples assim. Deseje o bem da humanidade, sorria para ela, sinta paz para os outros, sinta saúde para aqueles que estão doentes, sinta-se feliz pelas conquistas financeiras dos outros e pelas suas, mesmo que não estejam ainda no mundo da forma, isso é apena uma consequência, para daqui a um pouco. Se não puder fazer, deseje o bem. se não tiver tempo para visitar um doente, sinta saúde para ele. Sinta-se feliz, pensando em alguém que sofre e envie essa vibração a ele.

Existem milhões de maneiras de fazer o bem. E fazer o bem, atrai o bem, e faz bem! Você pode começar essa semana buscando sentir a felicidade de estar vivo, entre milhões de pessoas que tem essa mesma oportunidade. Lembrar das pessoas que ama e sentir seu amor por elas. Lembrar das pessoas que gostaria da ajudar e lençar a elas o que deseja para elas. Isso tudo precisa ser feito com seu coração aberto SENTINDO a felicidade que deseja para si. Tente, faça esse esforço agora!

Essa postagem será colocada no Facebook e você pode compartilhar esse texto, colocando os nomes de todos aqueles que deseja o bem, para que esse sentimento se torne publico e maior.

Não posso expressar em palavras, mas o que sinto agora é muito maior do que poderia expressar... Amo todos aqueles que lerão esse post, e a todos aqueles que não terão essa oportunidade.

Rigoberto Franceschi, Dirigente dos Templos Guerreiros da Luz.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Ser bom, buscar o belo e o Justo

Como fazer o bem em um mundo que prega e incentiva o mal? Para isso precisamos saber o que é o bem. Você sabe, exatamente o que é? Já se perguntou sobre isso? Se sabe, defina isso e uma frase e coloque abaixo desse post, depois de ler.

Para entender o que é o bem, precisamos nos perguntar sobre a verdade. A Filosofia Guerreiros da Luz nos fala sobre os três tipos de verdades existentes.
1ºAs verdades relativas, ou pessoais, que mudam diante das necessidades daqueles que governam, e podem se tornar verdades comuns, mesmo não sendo. A exemplo temos o caso de alguns políticos que, por serem políticos recebem benefícios que outros, por apenas não serem, não recebem. E isso, para eles é merecimento, portanto, uma verdade. Para outros, não é.

2º Verdades essenciais são verdades que existem inconscientemente, holisticamente. Essas verdades advém das verdades absolutas, que são as terceiras. Essas verdades São universais e preexistem a moral dos tempos. Em alguns locais do planeta, um homem pode se casar com várias mulheres, em outros locais isso é bigamia.Porém, nessas duas sociedades, sabemos que matar uma das esposas é errado. A primeira é uma verdade relativa e a segunda uma verdade essencial.

3º A terceira verdade é chamada de absoluta, porque preexiste nossa razão e maneira de ver o cosmo. Uma árvore nasce, porque assim deve ser, e isso é uma verdade. Outra árvore pode não nascer porque ouve uma enxurrada de água e pedras se colocaram sobre ela, como um obstáculo. Isso também é uma verdade absoluta. Independe de nosso desejo ou vontade. Mesmo assim a natureza é sempre bela e exuberante. Ao observarmos as duas hipóteses, nos pareceria que a primeira árvore teve mais sorte, porém na natureza não há caos e tudo sempre acontece da forma como deve acontecer, e isso se expressa na beleza e leveza da natureza.

Diante disso, penso, em que momento posso fazer o bem. E a resposta me vem de pronto. Desejando não fazer o mal, buscando o bom, o belo na arte da natureza diversa e humana e o justo, porque aquilo que é justo é bom para todos e é bom para a humanidade.

Alguns pedaços de fazer o bem:

Desejo o meu bem sem desejar o teu mal. Me amo, e amo você. Caio, por vezes, mas não desejo que aconteça com você. E mesmo caindo, farei de tudo para que você não caia. Mas se cair, o ajudo a levantar. Busco meu progresso, nunca teu fracasso.

Alguns pedaços de Ver o belo:

Sinto quando desejas meu bem. Também amo você. Se eu cair sei que posso contar com você. Meu progresso é teu progresso, sinto isso em tua natureza.

Alguns pedaços do Justo:

Se for bom para você e para mim, é justo. Se você me ama e eu te amo, é justo esse amor. Se eu cair e você me auxiliar e se você cair e eu te auxiliar, isso é justo. Se teu progresso não diminuir o meu, isso é justo.

E dai, da pra fazer?

Rigoberto Franceschi, Dirigente dos Templos Guerreiros da Luz

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Analfabetismo Emocional


  Antes me sentia analfabeto, hoje, de tantas tentativas,aprendi a identificar algumas situações. Nascemos analfabetos emocionais e consequentemente espirituais. Aquele que não consegue tratar de suas emoções terá um abismo para chegar até as coisas de Olorum. E esse abismo é o estado em que se encontra a humanidade, ou boa parte dela. Nós, seres humanos, estamos doentes de expressão.

   As palavras não tem, por mais complexas que se façam as frases, o poder de articular o que sentimos. Há uma deficiência em nossa linguagem ( e não estou falando apenas do Português-Brasil ) em expressar nossos sentimentos e emoções. Talvez a linguagem não tenha acompanhado nossa evolução mental e emocional, ou jamais tenha chegado a acompanhar. Agora mesmo, nesse momento, as palavras que são usadas não refletem exatamente o que desejo expressar. Essa constatação me assustava até pouco tempo. Como fazer para expressar coerentemente aquilo que eu desejava, para que não houvessem distorções? Em quantos momentos disse o que sentia e fui mal interpretado. E você que lê: em quantas situações já foi mal interpretado e julgado pelo que não disse, mas expressou?

   Através dessa filosofia iluminadora aprendi algo que me auxiliou em meu analfabetismo. "Antes de ouvir, as pessoas sentem". Nessa frase simples escoro minha fé em ser menos mal entendido e entender mais aos meus semelhantes. Depois de aprender esse ensinamento profundo, que além da frase, me diz que, pela nossa natureza humana, estamos ligados mental e emocionalmente a todos os seres dentro da natureza, mesmo não tendo consciência disso. A existência de um mundo emocional e mental, onde transitam emoções, sentimentos e pensamentos dos mais variados, e a todo o momento essas forças nos afetam, dá respaldo a frase. Esses mundos mental e emocional não estão fixos a nós, como o pensamento Kartesiano prega. São mundos alheios a estrutura da consciência e que tem conexão com ela. Sabendo disso, acredito que, mais do que as palavras que saem de minha boca, as pessoas sentem aquilo que sinto e penso delas, mesmo não tendo expressado em palavras esses sentimentos.

   Vivemos em um mundo regido pela mentira. Desde muito jovens aprendemos a mentir, para sobreviver e, por esse fator, sofremos. Pelo pensamento Kartesiano, a mentira só pode ser descoberta se expressa pelo mentiroso. Porém, pensado de uma forma holística, toda a mentira é descoberta e sentida, mesmo sendo inconsciente. Claro que, em todos os momentos a condução harmônica das palavras auxilia muito no bem estar das situações. Dizer o que sente, com verdade, sem desejar ferir, mesmo sendo algo difícil, nos auxilia na resolução das situações.

   Sentimos antes de ouvir ou ver. Esse é o fato. Muitas vezes desejamos não sentir, mas sentimos e percebemos o que esta ao nosso redor. Então, como fazer para viver bem em um mundo gerido pela mentira, e essa mentira tem causado muito sofrimento a toda a humanidade? A "teoria do amor", dessa mesma filosofia que me fala que sentimos antes de ouvir, me diz que, se eu sentir amor e expressar esse amor, as pessoas ao meu redor irão sentir e transmitir esse amor, causando uma cadeia de verdade. Essa verdade cura. A mentira continuará a existir em nós, porém, o amor pode vencer e se tornar uma verdade real. Nesse momento iniciamos nosso aprendizado Emocional. Aprenderemos a ler o mundo e as pessoas através de sentimentos que existem no amor.

   Ainda somos crianças analfabetas Emocionais e consequentemente espirituais, porém, iniciamos nosso aprendizado ao percebermos que é possível e desejarmos. Precisamos iniciar, agora, para que se faça concreto o quanto antes. Através da verdade do sentir amor, curaremos o mundo.

   Nessa semana tive a oportunidade de aprender profundamente sobre isso com algumas pessoas que amo muito. Através desse aprendizado, renovei meu amor por eles e por tudo o que representam. O AMOR CURA e tenho certeza de que, mesmo contrário ao pensamento dominante, um dia chegaremos a viver essa harmonia. A filosofia Guerreiros da Luz expressa isso, e nós, como Guerreiros, levamos essa luta para que a humanidade se cure.

   Boa semana. Meu desejo é que sintam todo o amor que estou expressando nesse momento para que curem seus caminhos.

   Rigoberto Franceschi, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Realização


Pela deficiência que, naturalmente as palavras tem em exprimir o que sentimos, não sei como dizer e, não vou conseguir, mas tentarei. O dia de ontem, com tudo o que aconteceu, me fez regredir ao estado de criança... Durante o dia me senti protegido, eufórico, determinado, acolhido, feliz e tudo isso em momentos de êxtase, com todos esses sentimentos e outros misturados em um só. Minha capacidade de tratar com situações emotivas deu lugar a uma criança que apenas vive e sente o momento, com tudo o que ele tem para dar. E foi isso que fiz.

Não tenho a pretensão de explicar aos leitores o que aconteceu, até porque não conseguiria, como escrevi acima. Há momentos que são apenas nossos e, com toda força que temos, desejamos que eles se tornem lugares comuns em nós. Cada leitor já viveu algo no minimo parecido, então sabe do que estou falando.
O que tenho a dizer é que, sem a pretensão de regrar a vida, nossos caminhos são validados por esses momentos.

Tenho tudo a agradecer a quem esteve comigo e a suas conquistas, que unidas formaram uma conquista só. Meu carinho, meu axé e minha alegria de criança protegida para todos aqueles que estiveram comigo, ou desejaram estar. Também para o leitor que não esteve, mas que já viveu algo parecido. Para vocês: não desistam de suas lutas, não as comparem com as lutas alheias, as colocando em patamares menores diante das comparações. Validem suas vidas nos momentos de conquistas, mesmo parecendo pequenas diante dos olhos alheios.

Rigoberto Franceschi, Dirigente do Templo Guerreiros doa Luz
(Para entender o Texto,
leia a postagem anterior)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Os Peregrinos



“Do latim per agros, pelos campos. Significa uma jornada realizada por um devoto a um lugar sagrado.” Lendo isso, em uma mídia eletrônica, me confronto com verdades essências. Caminhar pelos campos em direção ao que é sagrado. Naturalmente, ao pensarmos em “lugar”, temos a tendência mecanicista de direcionar nossa mente a um local, com sua coordenadas nesse tempo e espaço. Todas as religiões trazem esse modelo de “vivencia’’ a seus adeptos como uma forma de mudança de lugar. Ou deixar o profano para ir de encontro ao sagrado. E nós, ao menos a maioria, ainda precisamos de um local em tempo e espaço, tangível, que revele nossas expectativas do que é sagrado.

Mas, no fundo de tudo isso surge a pergunta, o que é sagrado?

Para que se “caminhe pelos campos” é preciso um mínimo de sacrifício. O sacrifício, não desejando exagerar nas etimologias, significa basicamente sacro- oficio, ou o trabalho pelo sagrado. Caminhar em direção do que é sagrado, trabalhar pelo que é sagrado. Me pergunto se não fazemos isso todos os dias, sem perceber? Ao levantarmos para trabalhar, estamos indo em direção (caminhando) para o salário do final do mês, ou a comissão, ou a boa venda que irá gerar lucros e isso tudo porque há algo maior, como o cuidado individual (o sagrado direito de existir), o cuidado com a família (sagrado familiar) e para com nossa sociedade 
( sagrado das relações interpessoais). Estamos envoltos em situações simples, que trazem uma conotação fortemente esotérica, sem que percebamos. O sagrado é muito mais do que as coisas de Olorum, o imanifesto, ou talvez todas essas estejam interpenetradas, sem que percebamos. Os aprendizados individuais, familiares e sociais possibilitam nossa ascensão, ou não, na roda evolutiva. E qual outra coisa desejamos, ao buscar o sagrado, através do sacrifício, senão encontrar a evolução financeira (individual), afetiva (familiar e amorosa) e social (inter-relações que tragam paz)? Todas essas buscas relacionadas nos levam a um encontro com a espiritualidade. Quem seria feliz em meio a pobreza extrema? Quem encontraria Olorum na tristeza de um lar desfeito? Quem vive em paz em relacionamentos desassossegados?

Por isso peregrinamos pela vida, muitas vezes sem medir os sacrifício que fazemos. Então, porque não peregrinar por algo bom e proveitoso?

Porém, nessa peregrinação, como nas peregrinações da vida o que é indispensável é a coragem para a caminhada. Essa coragem ou você tem, ou arruma para si mesmo inúmeras desculpas....

Nesse domingo, dia 10 de Novembro teremos, para os filhos e afiliados do Templo, a 1º Peregrinação aos Caminhos de Aram kaá, um local SAGRADO, onde os sacrifício é colocado para obtenção de nossa paz e de todos os que amamos. Esse Local, com coordenadas físicas, nos traz inúmeras possibilidades. Além de uma situação física, pretende nos trazer o conforto da natureza divina.  



Não iremos “andando”, porém, nossa intenção ao ir até esse espaço, “pelos campos”, conquistado pelo Tempo, é que nossas forças se renovem, para que tenhamos nossos caminhos repletos de sabores, sons e pessoas que nos façam felizes. 

A todos os que irão nessa Peregrinação, meu desejo de que os campos em que caminharem sejam repletos de flores e as pedras não se façam presentes...

Rigoberto Franceschi, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz e Templo de campo  "Caminhos de Aram Kaá". 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Não tenho mais tempo...



“Preciso acordar e, depois de fazer uma maratona de vestir-me, escovar os dentes, lavar o rosto, tomar um café, organizar algumas coisas para o dia, como papeladas a serem revisadas e organizadas. Tudo isso me leva um tempo precioso. Depois dessa pequena maratona desço de meu apartamento e vamos para o trabalho. Menos mal que não preciso pegar transito para chegar onde trabalho. Tenho tantas coisas a serem feitas que, mesmo com minha organização – Escrevo anotações em folhas de papel de tudo o que preciso fazer -, tenho uma impressão, algo que me diz que estou esquecendo de algo. Essa sensação tem me acompanhado desde muitos dias...”

O relato que fiz acima muito provavelmente é parecido com o seu. Fazemos muitas coisas e, mesmo fazendo mais, sempre há o que fazer e algo fica para traz. Tentamos exaustivamente equalizar o tempo, para que ele nos seja fiel, mas não é possível. Por vezes perdemos a noção dele e ele nos engole. Agora mesmo, você se deu conta de que estamos chegando ao final do ano. Logo daqui a uns dias será natal, e todas as compras, e os presentes... Ah, temos muito o que fazer.

“Nesse meio tempo me vejo perdendo coisas especiais para mim. Tenho receio e cuidado para com as pessoas. Não que meus sonhos concretos – de conquistas materiais valham pouco -, porém minha preocupação e carinho, ao menos hoje, se refere a pessoas. Esqueço, por falta de tempo, talvez, de dar atenção a algumas pessoas. Em outros momentos minha sensibilidade falha em perceber que apenas uma palavra seria o bastante, e pela quantidade de coisas concretas a fazer, deixo de fazer.”

Acima outro relatinho que talvez você se espelhe. Se pensamos da mesma forma o que fazer então, para que possamos ter mais tempo e não sofrer com as ansiedades e aflições que essa correria nos impõe? O que fazer para que tenhamos sensibilidade para saber o momento certo para dizer a coisa certa, ou calar e apenas sentir o outro?

O que acredito profundamente em meu âmago que, sabendo que tudo esta ligado a tudo e consequentemente estamos ligados a natureza diversa (plantas, animais, etc.) e a natureza humana, devo concluir que a natureza diversa esta mudando. As mudanças de estação, de primavera para verão modificam as plantas e animais e com isso nossa fisiologia, humor e estado espiritual também. Se nós mudamos nossos companheiros de jornada também. Por vezes essas mudanças causam vibrações tão intensas em nossos corpos que temos dificuldades em dormir e nos alimentar, e nossos companheiros também. Estando ligados a natureza humana essas distrações que temos tido são também sentidas pela maioria das pessoas.

Estamos em conexão com a natureza, portanto façamos o que a natureza faz: nos movimentemos, sem os excessos de querer fazer tudo ao mesmo tempo. Uma coisa de cada vez, se dando intervalos para pequenos descansos. Anotar o que precisa ser feito ajuda muito. Quanto as pessoas é preciso procurar ver. E ter a certeza de que em algum momento perderemos algo. O que costumo fazer é dar espaço para que as pessoas venham até mim e falem o que desejam. Sempre me cobro nesse sentido. Não uma cobrança como forma de punição, mas apenas como lembrança e incentivo para que esses sentimento de amor não saia de mim.

Enfim. Fazer o que é preciso com a intenção exata do porque estamos fazendo. E porque trabalhamos, lutamos, acordamos pela manhã? Pela nossa felicidade e pelas pessoas que fazem nossa felicidade. Saber o porque estamos andando e para onde estamos andando. Assim levantar pela manhã se torna mais prazeroso. Trabalhar o dia todo se torna fácil, se tivermos a intenção de que nosso trabalho irá nos conduzir a algum lugar melhor. Tratar bem das pessoas, cuidando para que sejam felizes para que possamos ser felizes juntos. Hoje acredito verdadeiramente no ditado Africano que diz: “ Se um ganha todos ganham, se um perde todos perdem.”

Boa semana, paciência e paz a todos.


Rigoberto Franceschi, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

“Muito Obrigado”



Em algum momento da história humana alguém decidiu deixar de lado, por algum motivo que talvez nem ele tenha entendido, suas necessidades e vontades para “ajudar” outro ser humano. Esse ato possivelmente foi um marco para a humanidade que iniciava seu aprendizado social. Sabemos que nossas necessidades momentâneas, nossos instintos de sobrevivência, são de uma força imensa. Deixar de cuidar de nossos caminhos para fazer algo pelo outro e um ato divino. Fazer apenas por sociabilizarão, por conveniência é muito bom e necessário, porém, ao que me refiro é o ato de fazer para auxiliar e ou satisfazer o outro, diminuindo em si mesmo, naquele momento, os desejos pessoais, as buscas, o instinto.

Essa capacidade pode e é aprendida, porém é dádiva de poucos. Sempre é mais simples arranjar inúmeras explicações do porque não poder fazer, auxiliar. Temos esse “instinto primário” de buscar o que nos faz bem, antes de qualquer coisa. A exemplo, alguém que ama, cuida de seu amado por amor, ou para satisfazer “seu” amor? A resposta parece ser a mesma, mas não é. O ato do amor tem a ver com aquela porção divina de que falei a pouco, fazer sem medir ou desejar. Quantos de nós somos capazes desse ato? Quantas vezes deixamos de fazer o que é importante para nós, como indivíduos para fazer algo pelo coletivo?

Faço essas perguntas como dirigente de um Templo, uma comunidade de pessoas comuns e complexas como todo ser humano. Todos sabemos que uma instituição como a nossa depende do amor e da boa vontade de pessoas que tem suas vidas e que, em alguns momentos dessa vida, abdicam de seus afazeres e doam seu tempo aos outros. Um Templo como o nosso precisa de uma quantidade muito grande de sacerdotes para que as reuniões publicas (sessões) aconteçam. Essas pessoas, além de seu precioso tempo, doam seu conhecimento para que as forças espirituais auxiliem  os consulentes. Além, e mais, também trazem seu auxilio financeiro para que a instituição permaneça em pé e a obra continue. De outro lado, temos nossos amados consulentes, que em busca de seus sonhos e perspectivas, vem até o templo trazendo seus conhecimentos e carinho. Esses também, por amor fazem suas ofertas para que o Templo seja para os outros aquilo que foi para eles, e possam, todos os que vierem, conquistar aquilo que desejam, como eles conquistaram.
Além de todo o trabalho que temos na semana, alguns desse sacerdotes, imbuídos de um amor determinação que dão inveja a muitas instituições, vão até nosso templo de campo para trabalhar. Essas pessoas nutrem um desejo comum de fazer daquele local um espaço para que outras pessoas possam fazer seus tratamentos. Esses sabem quantos já foram curados e, talvez invadidos por esse sentimento, desejam mais... O fato é que esse desejo e para que outras pessoas se curem!

Outra questão importante é que, em algum momento da história humana, logo após um de nossos ancestrais ter iniciado o ato divino do auxílio despretensioso, ou pretensioso, surgiu, como consequência, o AGRADECIMENTO. De lá para cá, criamos várias maneiras, dependendo das variadas culturas, de expressar nosso agradecimento àqueles que fazem por nós aquilo que não precisariam fazer.

O aprendizado social que o ser humano se impõe, nos ensina atos desumanos e cruéis, porém, em meio a tantas barbáries, temos a dádiva de aprender atos divinos como o auxilio ao próximo... e com ele o agradecimento, que pode vir em palavras e atos. Para àquele que tem lutado bravamente por nossa comunidade, meu MUITO OBRIGADO de sentimento e MEU ABRAÇO de pai, irmão e amigo. Mesmo não estando perto, sintam-se abraçados. A todos os sacerdotes que tem feitos desse Templo cada dia mais vitorioso, sem desculpas e sempre determinados; e a nossos amados consulentes, meu carinho sempre diante de sua força e grandeza em fazer dessa comunidade a MELHOR!

Hoje estamos executando um ato divino, o de auxiliar a quem precisa. Por isso crescemos e disseminamos nossa luz por tantos lugares. Fiquem firmes meus filhos, irmãos e amigos em vossas determinações, e fiquemos juntos em nossa fé!



Rigoberto Franceschi, Dirigente Templo Guerreiros da Luz

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Perdi minha Esperança e minha Fé.


Hoje não tenho mais a esperança que eu tinha. Também me falta a fé que se fazia presente em mim. Perdi, e ou deixei de lado inúmeras pretensões que a algum tempo eram importantes para a sobrevivência do  meu Ego. Perdi a fé em inúmeras situações e pessoas, que a algum tempo me fariam seguir por caminhos diversos, para que eu as conquistasse. Dou exemplos simples. Hoje não nutro mais a ESPERANÇA  de conquistar pessoas que não desejam ser conquistadas, ou auxiliar, por mais belo que isso é em mim, quem não deseja ser auxiliado. Espero que não seja entendido mal, e interpretado como rançoso. Porém ao que me refiro são pretensões que existem em todos nós. Pessoas que amamos, ou são de nosso circulo de convivência e, em algum momento metem os pés pelas mãos, e nós, como desejamos seu bem, buscamos “auxilia-las”, vezes com um conselho (se fosse bom serviria para nós!), outras vezes com alguma ação (que certamente acaba em bobagem). Quem for inocente pode jogar a primeira pedra. Quem já não cometeu esse “errinho” e quase se arrependeu?

Sim, também me falta a fé que outrora já tive em pessoas que não tinham coragem para seguir seus sonhos. Insisti inúmeras vezes, na minha ignorância de não querer perceber, que há pessoas que simplesmente irão viver em redemoinhos por toda sua encarnação, sem a menor possibilidade de evolução, se não mudarem. E muitas não querem mudar. Esboçam um pequeno desejo de mudança, para satisfazerem sua medíocre vontade, porém desistem tão simplesmente como começaram. São essas que vivem suas vidas envoltas em tantos problemas aparentemente insolúveis, que são de solução óbvia, se observados com bom senso e boa vontade. Fui duro? Pense comigo, você conhece alguém assim? Se conhece, você depositaria sua fé nele?

Perdi totalmente minha esperança em pessoas maldosas, que se aproximam de mim (ao Templo que represento) apenas para conseguirem seus desejos e logo em seguida desdenham o que receberam e a quem lhes deu conforto no momento em que sofriam.

Porém, acima de tudo isso, tenho minha esperança renovada em pessoas que, mesmo sofrendo continuam sua caminhada. Reedito minha fé naqueles que choram suas derrotas comigo, para que em seguida possamos ver juntos as possibilidades deixadas nas cinzas dos escombros. Me faz feliz dar as mãos a pessoas que não tem mais forças para caminhar e velas se levantando de suas dores e deficiências. Me entusiasmo a cada novo desejo gerado por pessoas que antes não tinham mais coragem de sonhar.
Não tenho mais a Fé que antes tinha, hoje sou a fé que desejo. Não tenho mais esperanças vãs, sou a esperança, ao saber esperar por aqueles que merecem minha espera. Hoje tenho depositado minha fé naqueles que buscam ter fé em si e em suas buscas. Não perco mais meu tempo, com aqueles que não sabem o que querem. Porém meu tempo é para todos, sempre, que se dão o direito de determinar-se, mesmo em meio a desilusões, frustrações e cansaço. A esses vai minha fé, minha esperança, meu tempo e todo meu axé pessoal de Guerreiro, incansável.

Hoje não tenha a mesma fé, nem a mesma esperança. Tenho em contrapartida um entusiasmo pela vida e por todos aqueles que desejam vencer, que é maior do que eu. Com isso deixo uma frase de um Mestre Iluminado que me faz seguir, quando me vejo em meio a espinhos. “Sabes, meu filho, qual a diferença entre aquele que vence e aquele que perde?... Perde aquele que desiste, ou não sabe o que deseja. Vence aquele que anda e deseja.”

Nessa semana que passou, recebi uma pergunta de um de meus filhos espirituais, sobre o que seria a fé. Minha resposta, meu filho: Fé, para mim, é aquilo que consigo expressar de amor, mesmo em meio a dor. E Esperança (mesmo não sendo inquirido sobre ela) é o caminho que sigo com firmeza, mesmo em meio aos cansaço e aos espinhos.

Portanto, sigamos em frente. Sempre plenos de fé e esperança em tudo e todos que valem nossa fé e esperança.

Boa semana a todos.


Rigoberto Franceschi, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Samambaia


Ontem, domingo dia 05, estive junto a algumas pessoas que amo muito e tenho aprendido a respeitar mais a cada dia, em nosso espaço de campo. Temos nos dividido em esforços para organizar o espaço, pois agora, no dia 10 de Novembro, teremos a "1º peregrinação aos caminhos de Aram Kaá". E eu vi uma samambaia. Esse dia será especial para a história do Templo, pois marcará a primeira caminhada e consagração desse espaço, pelo nosso esforço em fazer um mundo melhor para nós e para todos que amamos. E a samambaia, solitária, nada fazia. Pensava, em minha vã ignorância que fazer o bem era algo para pessoas realmente iluminadas, e que haviam perdido o contato com as humanas criaturas, que por vezes sabem tanto ferir e interferir em nossas vidas, mesmo que façamos tudo certinho. Imaginava eu que uma pessoa, para fazer o bem teria de abdicar de tudo o que ama e devotar sua vida a auxiliar os outros, sofrendo todo tipo de manifestações negativas, sem se exaltar e não sofrer, jamais com isso. E a samambaia, sob a ação do vento, se movia como se nada acontecesse. Alguém que conseguisse deixar sua família para traz, e confesso que isso para mim era demais. Eu não poderia viver sem um abraço de meus filhos, ou de um carinho de meus amigos. Abandonar os luxos. Pensava eu nisso, e me atormentava imaginar em ter de ficar sem o conforto, pensem comigo,ter uma geladeira, onde residem nossas guloseimas, ou simplesmente uma água bem gelada, para os dias quentes? E aquelas folhas verdes grandes, com suas raízes fincadas no chão, iriam permanecer ali, para sempre, simplesmente como uma samambaia. Imaginava ficar sem o conforto de um automóvel, com sua usabilidades e mobilidade, que diminui distancias e facilita vidas, a minha vida ao menos.  Imaginava eu não poder ter um supérfluo, como uma roupa nova. Nesse caso me ajudem as mulheres, pensem comigo. Sem compras, sem novidades, sem... Não que somente as mulheres busquem isso, porém todos sabemos que vocês sabem usufruir muito mais do que os homens, ou alguns, ou eu, esse sabores de uma roupa nova e todo o prazer que ela pode proporcionar e proporciona. Imaginem ficar sem, para servir ao próximo, que em muitos casos nem irá lhes agradecer? E a samambaia havia nascido, com toda sua empáfia em meio as pedras, que indiscrição.

Isso tudo me vinha a mente, antes como reflexo de minha ignorância (ato de inorar, não saber), diante do ser humano e de tudo o que nos cerca. Tenho me fascinado, a cada passo de minha trajetória com a natureza humana. Nossas limitações, nossas ansiedades e diante de todas as limitações, doenças, desassossegos e transtornos que nos envolvem, nossa vibração e insistência em fazer e sermos mais. Somos realmente limitados diante de toda a natureza. Corpos fracos, estruturas ósseas que se danificam com facilidade. A mente humana é terrível. Temos de estar sempre de guarda, ou ela pode nos levar a loucura. Nossas emoções tem a capacidade de fazer um turbilhão em nós e destruir pessoas e situações em alguns segundos. Diante de tudo isso, e mesmo por isso ainda lutamos e vencemos, então, como largar tudo, para ser "bom"?

O que tenho para mim, e procuro ensinar e levar adiante é que não temos a necessidade de abandonar tudo o que nos faz felizes, até porque alguém infeliz não pode auxiliar outro a ser feliz. Podemos e devemos executar nossas buscas individuais, sem excessos, e ao efetuar nossas buscas, procurar não ferir que quer que seja. Manter nosso foco para não pisarmos sobre as necessidades e vontades daqueles que nos cercam, como família humana. Não é preciso que deixemos de comprar nossas roupas (aplauso das mulheres, agora!), nem que desliguemos nosso refrigerador, ou que abandonemos nossos carros. Porém, precisamos nos perguntar, ao fazer tudo isso, qual o sentido real da samambaia. Uma planta que cresce solitária em meio a mata, como pessoas que vivem ao nosso redor e que não temos o direito de arrancá-las de seus sonhos, como não arranquei aquela que estava ontem, em seu lugarzinho,só vivendo seu espaço. Eu poderia te-la retirado dali, sem muito esforço, porém pensei em tudo o que expus acima e coloquei em meu caminho, como a samambaia e com isso me perguntei: E se alguém me tirasse de dentro de tudo o que vivo e amo, eu estaria feliz? Não! Portanto, como a samambaia, que apenas vive e se alimenta, sem buscar interferir negativamente no seu ecossistema, vou eu vivendo, amando e auxiliando meu ecossistema sem interferir negativamente, ou ao menos buscando não fazer isso, como a samambaia...

Temos o direito de nutrir nossa vida com tudo o que é bom, porém, também, de não interferir negativamente em nosso ecossistema, retirando mais do que o necessário para que sejamos felizes. Porque tudo o que utilizamos em demasia, mesmo se tratando de pensamento e sentimentos, fará falta, em algum momento, a alguém, ou a nós próprios.

fazer o certo é fazer o que é necessário, não o que desejamos!

Bom dia, boa semana, luz e paz a todos.

Rigoberto franceschi, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz